Ansiedade de separação é sofrimento real, não desobediência. Ela aparece justamente quando o tutor sai.
Sinais típicos: latido ou uivo contínuo minutos depois da saída, destruição concentrada em portas e janelas, xixi ou cocô fora do lugar apenas quando sozinho, salivação excessiva e tentativas de fuga.
O que ajuda: Saídas e chegadas sem festa, para reduzir o contraste entre presença e ausência. Treino de ausências graduais: sair por 30 segundos, voltar antes do desespero, aumentar aos poucos. Enriquecimento antes de sair: brinquedo recheado, tapete de farejar, ração espalhada. Gasto físico e mental antes da ausência — um passeio pela manhã muda o dia inteiro do cão. Rotina previsível de comida, passeio e sono.
O que não ajuda: brigar ao chegar em casa, adotar outro cão como "companhia" sem avaliação e deixar o cão sozinho por períodos ainda maiores esperando que ele se acostume.
Casos moderados e graves pedem acompanhamento de adestrador com reforço positivo ou de veterinário comportamentalista. Enquanto isso, passeios no meio do dia com um walker reduzem bastante o tempo sozinho.
Referências: AVSAB — ansiedade de separação e bem-estar comportamental; American College of Veterinary Behaviorists (ACVB) — critérios diagnósticos; Academy for Dog Trainers — protocolos de dessensibilização gradual.
