No verão brasileiro, o asfalto pode ficar muito mais quente que o ar. As almofadas das patas queimam com facilidade e a queimadura só aparece horas depois.
O teste dos 7 segundos: encoste as costas da mão no chão. Se você não conseguir manter por 7 segundos, está quente demais para as patas do cão.
Melhores horários: antes das 9h e depois das 17h. Em ondas de calor, prefira sombra, grama e trajetos curtos.
Sinais de superaquecimento: ofegância muito intensa, língua muito vermelha ou arroxeada, salivação excessiva, cambaleio e apatia. Nesse caso, leve o cão para a sombra, molhe patas, barriga e pescoço com água em temperatura ambiente (nunca gelada) e procure um veterinário.
Raças braquicefálicas (bulldog, pug, shih tzu) e cães obesos ou idosos têm risco muito maior e devem passear apenas nos horários frescos.
Leve água em todo passeio acima de 20 minutos.
Referências: Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) — alertas sobre intermação (golpe de calor) em animais; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP) — materiais de emergência clínica; RSPCA (organização de proteção animal) — recomendações de passeio em dias quentes.
